Carta de Venda MECANISMO 2010-2020

O Fim do Brasil?

Autor: Felipe Miranda Ano: 2014 Nicho: Finanças e Investimentos Veículo: Empiricus Research Era: 2010-2020 Leitura: 32 min
Felipe Miranda · Empiricus Research · 2014

O Fim do Brasil?

A carta de vendas que antecipou o colapso econômico de 2015

Elemento Visual

Logotipo da série O Fim do Brasil? em tipografia grande e negrito, sobre fundo preto

Empiricus Research · 2014 · Carta de Vendas

Função: abre a peça com identidade visual forte e título que funciona como headline dramática. A interrogação no título cria tensão imediata e convida à leitura.

ALERTA: O que você vai ler nas próximas linhas é polêmico e revelador. O texto pode ser ofensivo a determinadas audiências. Recomenda-se discrição na leitura.

Olá. Meu nome é Felipe Miranda.

Há quase cinco anos, eu fundei, junto ao Caio Mesquita e ao Rodolfo Amstalden, a Empiricus Research, a primeira casa de pesquisa independente do Brasil. Ao meu conhecimento, isso qualifica a Empiricus como a única empresa de consulta e/ou consultoria no Brasil com histórico tão consistente de acerto em suas recomendações de investimento aos clientes.

Hoje, a Empiricus é referência em recomendações de investimento, contando com 200 mil leitores diariamente. Chegamos a um tamanho que nem nós mesmos aventávamos quando da criação da Companhia. Agradeço todos os dias por isso. Aos leitores e a nossos profissionais — seria impossível chegar aqui sem tamanhas competência e paixão. É a nossa vocação, de fato.

Talvez a esta altura você já conheça a Empiricus por conta de nossos serviços prestados nos últimos anos. Temos ajudado milhares de investidores a ganhar dinheiro com o cenário de queda da Bolsa brasileira desde nossa fundação, alta dos imóveis e comportamento volátil da taxa de câmbio.

Nós alertamos nossos leitores, por exemplo, a evitar as ações da Petrobras, pouco antes do início do seu deterioro. Também recomendamos vender ações de construtoras às vésperas de problemas emblemáticos de estouro de orçamento, parceiras mal feitas e de práticas que desrespeitavam os acionistas minoritários. Evitamos com isso prejuízos da ordem de até 90%.

Alguns de nossos leitores ficaram ricos apostando na queda das ações de Petrobras ou de grandes incorporadoras. Outros ganharam bom dinheiro seguindo a recomendação de comprar dólar a R$ 1,90.

Foi exatamente o que aconteceu. E é o que nos traz à data presente.

Os exatos mesmos problemas antes identificados para as empresas acima ou para nossa taxa de câmbio agora ameaçam a economia brasileira como um todo. Vou explicar exatamente como chegamos até aqui. Ficará claro como falamos de algo importante e crítico para você e para cada brasileiro.

A próxima fase desta crise vai afetar cada ponto de nosso modo de vida.

A poupança de milhões de pessoas será dizimada. A mudança vai afetar seus negócios e seu emprego. Veremos impactos dramáticos sobre as poupanças, os investimentos e as aposentadorias.

Além de outras implicações menores, mas também importantes. Os destinos de viagem serão alterados, a escola dos filhos pode ser revista, a local e forma sua família faz compras talvez mude.

Mais especificamente, faço referência à volta de condições anteriores ao Plano Real. Os mais antigos sabem do tamanho do problema. Os mais jovens podem perguntar a seus pais.

Falo de inflação alta, perto da metade do poder de compra do salário no longo do mês, congelamento de preços, impossibilidade de planejamento por consumidores e empresários.

Você vai perceber que estou sendo absolutamente fiel ao que está acontecendo. Ao final, vai perceber que estou certo em todas as alegações, uma por uma.

Então, você poderá julgar e decidir por você mesmo.

Daí, pergunta-se: você vai agir agora para proteger a si mesmo e a sua família da catástrofe econômica que está sendo formada?

Eu espero que sim. E é por isso que escrevo esta carta.

Acredite: o argumento aqui, conforme ficará evidente, é eminentemente técnico. Não faço uma projeção sequer sem o devido embasamento, tampouco tenho a pretensão de assustar o leitor.

Tenha uma vida dedicada a investimentos e às recomendações financeiras. Comecei a investir em ações ainda aos 14 anos, por influência de meu pai — e também meu herói —, que era um grande investidor de bolsa. Solidifiquei a prática com a teoria. Cursei Economia na USP e um mestrado em Finanças na FGV, de onde tomei professor aos 26 anos. Criado em educação jesuíta, eu aceitei ao longo da minha vocação me dedicar às finanças integralmente.

Fiz toda minha carreira profissional como analista de investimentos para, então, fundar a Empiricus. Jamais coloquei uma vida construída sobre os pilares da ética, do amor ao trabalho e de uma simples tese catastrofista.

Tudo que faço aqui é levar meu esforço de pesquisa dos últimos meses a uma conclusão lógica.

Eu fiz o mesmo quando alertei que as ações da incorporadora PDG, na época a R$ 9,00, atingiram R$ 1,50. Rigorosamente o mesmo com Gafisa, Brookfield, Hering e Marisa. De novo, apenas alguns exemplos. Quando dei os primeiros alertas, ninguém levou a sério. O tempo provou de que lado estava a razão.

Já expus em oportunidades anteriores o grosso de meu racional, tanto a nossos leitores quanto em conferências de economia. Mas nenhum consultor, pesquisador e/ou economista conseguiu refutar minha pesquisa, embora sejam incapazes, ao menos por enquanto, de aceitar a intensidade das conclusões projetadas.

Por conta disso, antes de prosseguir com a leitura, você deve receber um alerta:

As palavras que você vai ler gerão polêmica. Elas podem ofender bastante gente.

Reconheço que, a princípio, as ideias e as soluções aqui apresentadas podem parecer radicais. Talvez até me acuse de antipático.

Minha sensação é de que, assim como comecei esta carta, você vai perceber que as alegações são corretas. Sempre acontece. "Ninguém acredita, até acontecer."

Tenha um pouco mais de paciência. Respondendo com o pedido de que você prossiga até o final da argumentação. E lembre-se:

O que eu proponho neste material é mostrar a você exatamente que eu mesmo estou fazendo para proteger e até mesmo aumentar meu próprio patrimônio, da mesma maneira que você pode.

Note que eu posso, com 100% de certeza, afirmar que a maior parte dos brasileiros não está preparada quando os preços de produtos básicos desaparecem, seu acesso a crédito secar, bancos fecharem e seus cartões de crédito pararem de funcionar.

A forma de vida de cada brasileiro está prestes a mudar — isso eu lhe prometo. Nesta carta, vou mostrar exatamente o que está acontecendo e o que você pode fazer sobre isso.

Você pode questionar cada um de meus apontamentos. Ao final, vai perceber que estou certo em todas as alegações. Então, você poderá julgar e decidir por você mesmo.

Então, você poderá julgar e decidir por você mesmo.

Daí, pergunta-se: você vai agir agora para proteger a si mesmo e a sua família da catástrofe econômica que está sendo formada?

Eu espero que sim. E é por isso que escrevo esta carta.

Você levá-la-á exatamente pelo caminho que eu mesmo estou seguindo pessoalmente, para que você, como queira, possa segui-lo também. Infelizmente, não posso garantir que você verá mais à frente daqueles que seguem nossos passos propostos.

Peço desculpas. Estou apassando um pouco as coisas.

Deixe-me dar um passo atrás e apresentar a você, nos termos mais simples possíveis, o que está acontecendo, o porquê de tamanha preocupação e qual é o meu prognóstico para os próximos 12 meses...

O Maior Problema desde o Início do Plano Real

Eu acredito que nós, como brasileiros, estamos prestes a observar um verdadeiro colapso no nosso sistema econômico, com desdobramentos relevantes sobre o cotidiano de cada cidadão.

Basicamente, há cerca de cinco anos, o Governo brasileiro mudou dramaticamente sua política econômica. Passamos a desafiar décadas de um conhecimento acumulado e consolidado em macroeconomia. Abandonamos o pilar ortodoxo para nos render à maior intervenção do Estado na Economia e a uma economia pautada no assistencialismo e ao estímulo excessivo ao consumo.

Qual o resultado? Falência das contas públicas e impossibilidade das famílias continuarem aumentando o consumo nesta velocidade.

Talvez você discorde sobre o quilo está à situação da economia brasileira. Eu tenho a minha opinião sobre o assunto. Peço, que considere os seguintes pontos — todos os dez elementos estritamente factuais:

1 — O crescimento médio do PIB no governo Dilma, se confirmadas as projeções de consenso para 2014, deve ser de 1,8% ao ano. Veja: esse é o pior resultado desde o governo Collor. Temos a primeira evidência empírica e incontestável de que retornamos a condições agredidas a 1994. O gráfico abaixo resume a evolução recente da economia brasileira:

Gráfico De Dados

Gráfico de barras comparando o crescimento médio do PIB brasileiro por governo, com a barra do governo Dilma destacada como a mais baixa desde o governo Collor, abaixo de 2% ao ano

Empiricus Research · 2014 · Fonte: IBGE

Função: primeira prova visual do argumento de estagnação econômica. Converte dado numérico abstrato (1,8% ao ano) em comparação visual com governos anteriores para chocar o leitor.

Há ainda de se pontuar que minha projeção de 1,3% para crescimento da economia brasileira em 2014 estava entre as mais otimistas. O Banco Santander, por exemplo, já estima evolução de 0,9% neste ano, enquanto o economista Affonso Celso Pastore sugere crescimento de 1% em 2014 — e, acreditem, 0,8% em 2015.

"Mas esse crescimento baixo é resultado de uma conjuntura internacional desfavorável." Ou seja, a culpa é de fora.

Até 2013, mesmo sem considerar o resultado pífio previsto para este ano, observamos o crescimento mais baixo desde a Era Collor.

2A inflação tem sido persistentemente alta e acima do centro da meta, de 4,5% ao ano. Simplesmente, temos ignorado esses 4,5% e observado, de maneira sistemática, uma inflação beirando e, às vezes, acima de 6,5%.

A imagem abaixo ilustra bem o argumento:

Gráfico De Dados

Gráfico de linha mostrando a inflação brasileira sistematicamente acima do centro da meta de 4,5% ao ano durante o governo Dilma, com linha horizontal marcando o limite do teto da meta em 6,5%

Empiricus Research · 2014 · Fonte: Banco Central do Brasil

Função: prova visual do descontrole inflacionário. Transforma dado de porcentagem em evidência gráfica de descumprimento sistemático da meta, reforçando o argumento de incompetência da política econômica.

Mas isso não é o pior.

As estimativas para a inflação oficial de 2014, conforme levantamento do próprio Banco Central junto a agentes de mercado, rondam exatamente os 6,50%, teto da meta. O próprio Relatório Trimestral de Inflação, do nosso BC, projeta 6,40% para este ano, colando nos 6,50%.

Isso é particularmente problemático porque corremos um risco grande de estouro o intervalo da meta, ferindo a credibilidade do Banco Central e impondo um custo muito alto à sociedade.

A rigor, em 12 meses, já estamos acima da meta. No intervalo encerrado em junho, a inflação foi de 6,52%.

Para 2015, a situação não é muito diferente. A mediana das projeções dos economistas também aponta inflação próxima a 6,50%.

Não custa lembrar: o trabalhador e quem mais sente os efeitos negativos da inflação, ao ver o poder de compra do seu salário ser corroído pela escalada dos preços.

Sem desonerações, a inflação ronda 8,50% ao ano.

O próprio governo admite controlar preços, porém nenhum tipo de constrangimento. Em entrevista à Folha de S. Paulo de 14 de maio, o ministro Mercadante reconheceu que o governo controla preços da gasolina para evitar que a economia pare.

"A indústria do estado do Brasil enfrenta tanto pressão de aumento do custo da mão de obra como a dificuldade de controlar o preço deliberado do preço da gasolina, avalia a Agência Internacional de Energia."

E completa:

"No Brasil, a AIE nota que o aumento da capacidade de produção de álcool estagnado foram fechadas por tempo indeterminado."

3As contas públicas estão completamente desajustadas, de tal sorte que o Governo brasileiro não consegue, em breve, encontrar grandes dificuldades para se financiar. Ou seja, as taxas de juros devem subir com vigor, impactando fortemente o orçamento das famílias e a capacidade de crédito.

Não há como brigar contra os fatos. Vemos uma clara deterioração das contas públicas brasileiras.

Nossa economia para pagar dívida e juros, o chamado superávit primário, foi, na média, de 3,1% do PIB no intervalo de 2001 a 2008; sem considerar aqui receita de dividendos e concessões.

Considerando agora o intervalo de 2009 a 2013, esse percentual caiu para 1,5% do PIB. Para 2014, devemos terminar algo que, obviamente, é insuficiente para estabilizar dívida bruta ou líquida.

Isso sem nenhum incremento significativo do investimento público. O consumo do governo tem aumentado é o consumo do do governo — esta métrica atingiu 22% do PIB, muito acima da série histórica iniciada em 1995.

Mais uma prova notável ao Brasil: somos um dos poucos países do mundo em que essa variável supera o investimento.

4O resultado das relações com o mundo, ou seja, já é péssimo. O chamado déficit em transações correntes, medida do saldo de nossas contas com o exterior sem considerar as movimentações de capital, chegou a US$ 6,635 bilhões, o mais alto para um mês de maio em toda a série histórica.

O desempenho é ainda pior do considerado pelo próprio BC, em US$ 6 bilhões.

Soma-se ao já delicado resultado apresentado até abril, conforme demonstrado por gráfico abaixo, o nível mais alto da da série histórica.

Gráfico De Dados

Gráfico de linha mostrando o déficit em transações correntes do Brasil atingindo US$ 6,635 bilhões em maio de 2014, o nível mais alto da série histórica

Empiricus Research · 2014 · Fonte: Banco Central do Brasil

Função: prova do desequilíbrio externo. Escala o argumento do problema doméstico para a vulnerabilidade do Brasil perante o exterior, preparando o leitor para o argumento do dólar em alta.

O ponto nevrálgico aqui é que o IED inferior ao déficit em conta corrente. Estamos dependendo do investimento em portfólio para fechar nosso balanço com o resto do mundo, o que é muito volátil e sensível à menor das mudanças das condições da economia mundial.

Por enquanto, com o Brasil oferecendo juro zero estratoférico, parece não há qualquer grande problema.

Mas a situação está prestes a mudar. O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa de juro em 2015. Isso vai atrair recursos para os EUA, com maior demanda por dólar pelos mercados emergentes.

Neste momento, vai faltar dólar no Brasil. Teremos uma disparada da taxa de câmbio, com maior demanda do Brasil, com impactos nos importadores e nas empresas com dívida em dólar.

Injetou em uma quantidade cavalgar de dólares no sistema em agosto de 2013. Conforme mostra o gráfico abaixo, os injetados saíram de US$ 69 bilhões em agosto de 2007 para US$ 4,3 trilhões em junho de 2014.

Gráfico De Dados

Gráfico de linha mostrando a expansão do balanço do Federal Reserve norte-americano de US$ 69 bilhões em agosto de 2007 para US$ 4,3 trilhões em junho de 2014

Empiricus Research · 2014 · Fonte: Federal Reserve

Função: prova do risco externo de liquidez. Demonstra a escala do afrouxamento monetário americano para justificar o argumento de que a retirada desse estímulo causaria fuga de capitais do Brasil.

Ou seja, para voltar à normalidade do sistema, o Banco Central norte-americano precisa retirar cerca de US$ 3,5 trilhões do sistema. As condições de liquidez vão mudar dramaticamente a partir de 2015.

5O mercado de trabalho se enfraquece em ritmo assustador.

A criação líquida de postos de trabalho em maio foi de 58.836, segundo dados do Caged. Trata-se do pior resultado do mês de maio desde 1992. Estamos com novo argumento de situação sem precedentes desde o Plano Real.

Isso não é coincidência.

Por que o desemprego, então, ainda não aumentou?

O desemprego não é uma forma de se medir. É considerado desempregado quem está procurando emprego, mas não encontra.

O desemprego não aumenta simplesmente porque as pessoas têm desistido de procurar emprego.

Tomo a liberdade de emprestar argumento do excepcional economista Alexandre Schwartsman sobre o fechamento do primeiro trimestre: em idade ativa cresce entre Ativa cresce em dois trimestres seguidos (no trimestre em questão), enquanto a geração líquida de empregos foi próxima a zero.

Trocando em miúdos, só há redução da taxa de desemprego porque parcela da população simplesmente desistiu do mercado de trabalho, e isso não se pode atribuir o pleno emprego à competência da gestão pública.

6Estamos à beira da apagão.

Os analistas do banco Brasil Plural escreveram relatório recentemente apontando uma grande chance de 100% de racionamento de energia ainda em 2014. De acordo com este relatório, o nível dos reservatórios chegará a 10% em novembro, se mantiver o atual ritmo.

Para usar as palavras dos próprios analistas, isso não pode ser ignorado.

São Paulo Pedro. Realmente, choveu muito pouco e ninguém détém controle sobre isso. Ponto final.

Agora, a falta de planejamento, a concentração da matriz energética é um impedimento político do Governo.

Em setembro de 2012, foi anunciada a famosa MP 579, que alterou as regras para concessões de energia elétrica, com o objetivo de reduzir as tarifas de energia — de novo, o objetivo de manter uma política industrial explícita.

A medida destruiu a rentabilidade de empresas de energia, adicionou incerteza jurídica ao mercado regulatório do setor e, portanto, afastou as melhores em Bolsa.

O exemplo do Cemig é emblemático. A companhia tinha concessões vencendo em 2015, com renovação automática prevista em contrato inicial.

Quando se fez a renovação de qualquer contrato, supõe-se, obviamente, preservação das mesmas condições iniciais.

Então, veio o MP 579 propondo condições diferentes para a renovação de qualquer contrato, tendo com o pressuposto de "automática".

O resultado foi a devolução, por parte da Cemig, das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, por não aceitar a aplicação das novas regras.

Ou há uma nova definição para o conceito de renovação automática ou houve quebra de contrato.

7A Petrobras foi simplesmente destruída.

De uma máxima de R$ 40,00, as ações chegaram à mínima de R$ 12,57.

O patrimônio nacional sendo simplesmente reduzido a 1/3 de seu valor. Quem tinha R$ 40 mil em ações da Petrobras chegou à mínima de R$ 12.570.

Além de ser historicamente motivo de orgulho, Petrobras tem em sua base de acionistas milhares de brasileiros, de forma direta ou através de ações de seu FGTS.

Estamos mexendo com a poupança do cidadão comum.

Chegamos a esta situação simplesmente porque a empresa tem o preço de seus produtos controlado pelo Governo. Quando impede-se o reajuste de preços, a empresa é obrigada a vender seus produtos por um preço inferior ao seu preço de venda.

O resultado? Queimas sucessivas de caixa, num momento em que a companhia tem um ambicioso plano de negócios e a maior dívida corporativa de todo o mundo. A evolução abaixo resume a questão.

Gráfico De Ação

Gráfico de linha mostrando a trajetória de queda das ações da Petrobras nos últimos cinco anos, partindo de R$ 40,00 no pico e chegando à mínima de R$ 12,57

Petrobras (PETR4) · [contato removido] · Fonte: Empiricus Research

Função: prova visual da destruição de patrimônio do cidadão comum. Conecta dado abstrato de ação com a poupança concreta de milhares de brasileiros que têm FGTS investido na estatal.

Mais uma conquista para o Brasil: Petrobras hoje apresenta a maior dívida corporativa de todo o mundo. A evolução abaixo resume a questão.

A situação de Eletrobras é ainda mais complicada do que aquela apresentada acima para Cemig.

A empresa é ainda mais complicado do que aquela apresentada acima para Cemig. A empresa é historicamente reduto do PMDB, foi exposta rentabilidade sobre o patrimônio baixa e entra em projetos ruins, para atender anseios políticos.

Sempre foi assim. A empresa, de uma forma ou de outra, se virava. Mas a situação degringolou com a MP 579 — a mesma que falei antes.

O gráfico abaixo traz a trajetória das ações de Eletrobras nos últimos cinco anos. Não é diferente de Petrobras.

Gráfico De Ação

Gráfico de linha mostrando a trajetória de queda das ações da Eletrobras nos últimos cinco anos, com inclinação acentuada semelhante à da Petrobras

Eletrobras (ELET3) · [contato removido] · Fonte: Empiricus Research

Função: reforça o padrão de destruição de valor em estatais, generalizando o caso da Petrobras para mostrar que o problema é sistêmico e não específico de uma empresa.

A situação de Eletrobras é ainda mais complicada do que aquela apresentada acima para Cemig. A empresa é historicamente reduto do PMDB, foi exposta rentabilidade sobre o patrimônio baixa e entra em projetos ruins, para atender anseios políticos.

A situação foi imediata. Suas ações em Assembleia foram ultra-minoritários recomaram a CVM (regulador do mercado de capitais), basicamente dizendo que o uso do instrumento abusivo aquele que trabalha com o fim de causar dano à companhia e a seus acionistas ou de obter vantagem que possa resultar em prejuízo.

Isso porque era do interesse do Governo, principal acionista (controlador), manter a as concessões a termos menos favoráveis favoráveis para a companhia e mais para o Estado. É por isso que o interesse do Estado é conflita com interesse dos acionistas.

Assim em do artigo 115, parágrafo 1 da Lei das S.A.: o acionista deve exercer o direito de voto no interesse da companhia e será considerado voto abusivo aquele exercido com o fim de causar dano à companhia, a seus acionistas ou de obter vantagem que possa resultar em prejuízo.

O mesmo artigo reforça o tema do conflito de interesses a reunião da qual se fala em questão e em que será considerado voto abusivo.

A União reagiu ao pedido dos minoritários. Uma oferta bastante justa para compensar os danos bilionários: um evento sobre mercado de capitais, com a presença do ministro Guido Mantega.

E o pior: a CVM farta com o pedido dos minoritários.

Pode parecer engaçado, mas somente para quem não é acionista de Eletrobras.

A prática inibe não somente investimentos nas ações de Eletrobras, mas também de outros acionistas do setor elétrico, além de abrir a confiança de empresários no nosso segmento.

9. A indústria brasileira fica menor, a cada dia.

De novo, imagens valem mais do que mil palavras:

Print De Publicação

Imagem com as três metas do Plano Brasil Maior para 2014: investimento de 18,4% para 22,4% do PIB; P&D de 0,59% para 0,90% do PIB; exportações de 1,36% para 1,60% do comércio mundial

Governo Federal · Plano Brasil Maior · 2011

Função: apresenta as metas oficiais do governo como contraste para o argumento do fracasso. Ao citar os próprios números do governo, o autor usa a promessa oficial como prova da derrota.

Pronto. Chegamos em 2014, o que nos dá a prerrogativa de analisar se atingimos os resultados.

A conclusão é assustadora. Não cumprimos nenhum dos três objetivos.

A relação sobre investimento sobre PIB não somente desacumpriu a meta de 24,4%, como também abaixo do ponto inicial. Das 18,4%, temos chegado a 17,5%, enquanto passamos a analisar a evolução.

Sobre o investimento em P&D, ainda não há dados atualizados. Mas pesquisas feitas em 2011 apontaram uma enorme subida da razão gastos em P&D sobre PIB de 0,49% para 0,50%. Alguém, em sua consciência, admitiria um crescimento dessa relação desde a fração de 1% em três anos?

A respeito das exportações, a coisa fica ainda mais píorosa. Não diversificamos nossa representatividade nas exportações. Em suma, a participação dos produtos manufaturados nas exportações foi de 39,4% em 2010.

Passou a 38,7% em 2013. Tínhamos 1,35% da exportação mundial em 2010. Encerramos 1,29%.

A política industrial é um fracasso retumbante.

O Medo é Político Também

Os pontos acima resumem o tamanho de nosso problema econômico. Mais ainda preciso de, ao menos, uma menção honrosa à questão política.

"O brasileiro recente ao Valor Econômico, Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, falou assim:

"O grau de incerteza hoje é tão elevado que as pessoas estão pensando em investir fora do Brasil, estão saindo do país. Medo de uma atitude contrária à liberdade de imprensa, à democracia."

Há razão de ser nesse medo.

Não há nada mais antidemocrático e desrespeitoso à democracia quanto uma lista negra de jornalistas, a serem perseguidos pelo Estado e seus defensores.

Veja, então, texto recente publicado no site do partido do Governo:

"Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros nomes votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes."

Tratam críticos como inimigos de guerra e convocam companheiros a lutar.

Em 10 de fevereiro de 1933, Joseph Goebbels, responsável pelo marketing do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialistas, alertou: "Um dia nossa paciência vai acabar, e as bocas mentirosas!"

O resto da História todo mundo conhece.

O princípio democrático deve ser respeitado em sua integralidade.

Além de ferir o preceito da liberdade, quem censura tem e por conseqüência rápido e consequências desastrosas: fuga de capitais, fuga de capitais, tanto o poder de domínio ao exterior quanto de estrangeiros preferindo outros mercados aos nossos.

Tudo isso tem consequências gigantescas antes do que as pessoas pensam. Para ser preciso, já está trazendo. Já está aqui.

Os primeiros passos desta crise estão em curso. Estão acontecendo justamente agora, bem em frente às nossos olhos.

A morte do Brasil aos 20 anos de idade

O Brasil, tal qual nos conhecemos hoje, nasceu em 1994, com a estabilização da economia.

Antes disso, éramos um outro país, em que as famílias, amedrontadas com a inflação, corriam para o supermercado logo após receberem seus salários, empresários não investiam por conta da total desconfiança na moeda e na incerteza jurídica, consumidores não compravam porque a inflação não existia crédito.

O Plano Real marca, inequivocamente, um novo Brasil, de esquerda, de direita, há de concordar. A História começa em 1994. O período anterior era pré-História.

A implementação do Plano Real divide-se em três partes. A primeira marca o ajuste fiscal, com a criação do Fundo Social de Emergência e o congelamento dos preços relativos. Finalmente, a última transforma a URV em moeda, com a introdução do Real. Este é o impacto imediato do Plano:

Gráfico De Dados

Gráfico de linha mostrando a inflação brasileira em patamares altíssimos antes de 1994 e a queda abrupta a partir da implementação do Plano Real

Empiricus Research · 2014 · Fonte: IBGE

Função: ancora o argumento histórico do Plano Real como conquista que está sendo destruída. Mostra visualmente o contraste entre o antes e depois para amplificar o peso da ameaça de retorno à inflação.

A inflação desabou com o real.

Em paralelo, houve vigoroso crescimento econômico, sob empurrão da demanda reprimida, confiança nos negócios e recomposição dos salários reais.

O crescimento da economia em 1994 foi de 5,9%. A indústria andou bem e também o agropecuário. O surto de crescimento dos era de "âncora cambial". O real foi forçadamente sobrevalorizado a câmbio abaixo, usando do medo dos empresários que se fixam dos câmbio para frear a inflação.

A consequência foi óbvia: baixo crescimento econômico e disparada das importações nos anos seguintes.

Para manter a câmbio apreciado e oferecer dólares ao mercado na taxa desejada, chegamos a US$ 1 bilhão de reservas internacionais por dia, durante vários dias.

Duas crises simultâneas como resultado: das contas externas e da saúde financeira global.

A semente da destruição estava plantada. O estouro do modelo era inevitável.

A resposta via em 1999, quando inicia-se uma nova fase, marcada pelo famoso tripé macroeconômico. Abandonou-se a "âncora cambial" e o novo regime seguiu idêntico ao anterior. A resposta foi marcada pelo famoso nova matriz econômica. Ficaram definidos como elementos centrais da política econômica:

1 — câmbio flutuante;

2 — metas de superávit primário; e

3 — sistema de metas de inflação.

O tripé caracteriza o final do Governo FHC e também o primeiro mandato do Governo Lula.

Durante esse período, observamos dois ciclos de crescimento no Brasil. O primeiro veio do rali das commodities. O preço dos produtos que vendemos ao exterior ficou 40% mais caro frente ao que compramos do setor.

É o que os economistas chamam de melhora nos termos de troca. Com 40% de ganho no exterior, bilhões para os cidadãos brasileiros. E o segundo ciclo representou a explosão do consumo sob empurrão do crédito.

As commodities andam lado ou até mesmo caem desde a crise de 2008. E as famílias brasileiras com ciclo crescimento econômico, já muito endividadas, não conseguiram mais crescer seu consumo.

Qual o problema? Ambos acabaram.

Em resposta à crise de 2008, o Governo brasileiro abandonou o clássico tripé e adotou a chamada nova matriz econômica. Ficaram definidos como elementos centrais:

  • Aumento dos gastos públicos;
  • Maior intervenção do Estado na Economia;
  • Leniência no combate à inflação;
  • Incremento da participação do BNDES, com estímulo à criação e ao fortalecimento de gigantes nacionais;
  • Controle de preços;
  • Atuações pesadas e frequentes no mercado de câmbio;
  • Novo marco regulatório do setor petróleo e publicação da MP 579 (aquela do setor elétrico);
  • Criatividade na contabilidade nacional; e
  • Concessões mal feitas, fixando-se simultaneamente taxa de retorno e qualidade — é, óbvio, numa bivalência inatingível.

Deixe que o próprio Governo apresente a tal "nova matriz econômica".

Em entrevista ao Valor em dezembro de 2012, Márcio Holland, secretário de Política Econômica, apresentou os pontos do novo tripé da seguinte forma: i) taxa de juro baixa; ii) taxa de câmbio competitiva; e iii) consolidação fiscal amigável ao crescimento.

A turma de Alexandre Tombini vem sistematicamente vendendo dólares (de forma direta ou por meio de swaps cambiais) para impedir a inflação.

Com isso, usou reservas internacionais num momento de falta liquidez global. Estamos queimando munição quando a maioria guarda-la.

Qual o resultado da nova matriz econômica?

Há pouco tempo, o Brasil era destino certo do investidor estrangeiro. O queridinho entre os BRICs (grupo que reúne também Rússia, Índia e China). Em pouco tempo, ganhariamos posto da quinta maior economia do mundo, algo impensável antes.

Alçamos à Copa do Mundo, seremos sede das Olimpíadas.

Em novembro de 2009, a conceituada revista britânica trouxe o Cristo Redentor em forma de foguete, decolando-se do morro do Corcovado e dirigindo-se às maiores altitudes. O Brasil tera lido como destaque de reportagem de capa de 14 páginas. Os argumentos eram esmuyados numa longa reportagem cuja mais importante do mundo sobre economia e finanças. A imagem era inspiradora:

Capa De Publicação

Capa da revista The Economist de novembro de 2009 com o Cristo Redentor representado como foguete decolando do morro do Corcovado e a chamada de capa "Brazil takes off"

The Economist · novembro de 2009

Função: prova de autoridade internacional do otimismo passado com o Brasil. Usa a credibilidade da publicação estrangeira para estabelecer o ponto de partida do argumento de queda: se até a The Economist acreditou, a queda é ainda mais dramática.

Pouco tempo depois, como resultado da desastrosa "nova matriz econômica", aquele conjunto de medidas adotada pelo governo brasileiro em resposta à crise de 2008, as coisas haviam mudado completamente.

Quatro anos depois, a mesma The Economist, também em reportagem de capa de 14 páginas, questionava: o Brasil estragou tudo?

A imagem, desta vez, já não inspirava ninguém.

Capa De Publicação

Capa da revista The Economist de 2013 com o Cristo Redentor representado em queda livre e chamada questionando se o Brasil teria desperdiçado sua oportunidade econômica

The Economist · 2013

Função: contraste direto com a capa anterior. Usa a mesma fonte de autoridade para mostrar a reversão completa do otimismo em apenas quatro anos, reforçando a tese de colapso da nova matriz econômica.

Bastaram quatro anos para destruirmos todo o otimismo.

Veja, por exemplo, o que diz matéria da CNBC publicada no dia 26 de junho:

"Especialistas em mercados estão pessimistas sobre o Brasil. Eles acreditam que não há 'potencial positivo' para o país entregar. Não há potencial positivo algum para o governo, mesmo se tudo der certo', afirmou Drausio Giacomelli, responsável por pesquisa de mercados emergentes do Deutsche Bank.

'Não há potencial positivo para o governo, mesmo se tudo der certo', afirmou Drausio Giacomelli, responsável por pesquisa de mercados emergentes do Deutsche Bank.

Giacomelli ainda critica a condução da política monetária na administração Dilma: 'Eles fizeram tudo errado desde o começo. Colocaram-se na pior posição possível para um mercado emergente, de estagflação (baixo crescimento aliado à alta inflação).'

A agência internacional de classificação de risco Standard and Poor's já rebaixou o rating do Brasil, de forma que na agência, há um maior risco de que o comportamento abusivo aquele que trabalha com o fim de causar um cafote em sua dívida.

A Moody's acaba de alertar para a mesma possibilidade, caso o próximo governo não adote atitudes severas.

A pergunta é: o que acontece a partir de agora?

A metáfora com a gravide é clássica. Não existe inflação um pouco alta. Inflação cresce. E deve crescer muito.

Marcio Garcia, professor de Economia da PUC-RJ, trouxe tese semelhante em resposta ao jornal Valor Econômico de 26 de junho: "A inflação não pode ficar muito tempo nos 6,5%, pois uma inflação que não pode ser controlada logo tende a crescer. Se você não pode controlar esse tipo de inflação, há uma probabilidade de que ela vá acelerar."

O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa básica de juro justamente em 2015. Isso vai causar um grande retorno de recursos para os EUA, com maior demanda por dólar.

Ou seja, a taxa de câmbio pode rapidamente rapidamente rapidamente subir pra cima. O dólar não salta gradualmente quando se move nas taxas de valorizações.

Eu tenho um mestrado em câmbio e como se aprende, a moeda norte-americana se move em grandes saltos.

O dólar deve bater, para algo para algo ainda mais alto do que R$ 2,50. Essa é bastante alinhada a estimativa prevista para 2015 pela mediana das projeções dos economistas brasileiros, conforme o relatório Focus, do próprio Banco Central.

Entendo que a inflação brasileira pode chegar a 12% ao ano, para além da inflação já pressionada e as tarifas públicas prorrogadas.

Falamos de estagflação, combinamos de baixo crescimento e inflação alta. Já temos baixo crescimento e inflação alta.

Se, metaforicamente, nasce um Novo País em 1994, com a estabilização da economia brasileira e a estabilização econômica e a a estabilização dos preços, podemos dizer que o País vai morrer aos 20 anos de idade, com a estabilização econômica e a estabilização dos preços.**

Morremos aos 20 anos de idade, de forma prematura.

Isso é coisa da Venezuela... Mas, no Brasil? É possível?

Eu conheço amigos, colegas e familiares ainda reticentes em aceitar essa ideia. Talvez você esteja com postura semelhante também.

É o que os psicólogos chamam de "normalcy bias", uma espécie de estado mental em que os seres humanos entram quando deparam-se com um desastre ou uma grande crise. As pessoas subestimam tanto a probabilidade de uma catástrofe quanto seus efeitos.

Algumas chegam a reconhecer o problema, mas afirmam: "uma crise dessas proporções é impossível. Pode ser coisa da Venezuela, Argentina... Mas no Brasil, não."

Pois bem. Veja o que aconteceu com a Grã-Bretanha nos anos 70.

Embora muitas pessoas não saibam, a Grã-Bretanha foi a grande referência de valor clássico para cerca de 200 anos desde a Segunda Guerra.

Em 1975, a situação chegou ao ponto de a inflação britânica alcançar 26,9%... em apenas um ano!

Veja o tamanho do percentual abaixo:

5.000.000.000.000.000.000,000%.

Não é brincadeira. Esse foi o percentual (cinco quintilhões por cento) de aumento dos preços desse período entre outubro de 1993 a outubro de 1994 na Iugoslávia.

Dá-lhe volta da inflação, que se tornava 80% ao mês.

Lançado no mesmo dia da posse do presidente Collor, o novo plano reintroduziu o cruzeiro como padrão monetário e estabeleceu, uma vez, como já dizia o aço. Novos títulos foram criados. O acesso ao dinheiro foi bloqueado para todos.

As aplicações em conta corrente e cadernetas de poupança de valor superior a NCr$ 50.000,00 foram bloqueadas por um período de 18 meses.

O cidadão simplesmente não poderia acessar seu próprio dinheiro. O Plano colocou a economia em recessão e não foi capaz de fazer a inflação de forma sustentada.

Entre 1990 e 1994, o crescimento do PIB foi de 1,3% ao ano. Isso depois de uma inflação que beirava e o tabela de preços a fim, mesmo com os congelamentos de preços.

Os maiores experts estão agindo

Luís Stuhlberger, gestor do fundo Verde, o maior — e possivelmente o melhor — investidor brasileiro. O seu histórico impressionante e pesquisas apontam a curto prazo a se pessimista com o Brasil a R$ 2,00, o gestor está pessimista com o Brasil a curto prazo e comprado em dólares. O gestor está seguinte em carta recente a seus cotistas:

"Continuamos acreditando na taxa de depreciação do real (...). Dá para ficar otimista com o Brasil no médio prazo suas potencialidades, mas temos que passar por uma turbulência arrumação de casa no caminho. Apertem os cintos!" (grifo meu)

Jim Rogers, um dos maiores investidores e especialistas em mercados de commodities e emergentes. Perguntado sobre meses a Exame: Perguntado sobre o Brasil ainda é um bom lugar para se investir, respondeu, categoricamente, assim:

"Não. O governo brasileiro está cometendo erros. Deveria ser maravilhoso chegar aqui. Não estou investindo. Preciso de um governo que entenda a economia e não quero investir."

"Prefiro investir na Rússia. A Rússia tem uma moeda forte e o Governo não está cometendo tantos erros quanto o Brasil."

Mark Mobius, da Franklin Templeton, é um dos grandes especialistas em mercados emergentes. Em março deste ano, matéria do Wall Street Journal trouxe o seguinte comentário do gestor:

"O Brasil corre o risco de entrar em recessão neste ano não seja capaz de corrigir pressões sobre consumidores e racionamento de energia e ganhos de capital e empregos adicionais para os investidores."

A lista de grandes investidores históricos ficando pessimistas com o Brasil é grande.

O que você pode fazer para proteger a si e a sua família

E ainda realmente ganhar muito dinheiro

Não importa o que aconteça, eu tenho junto uma série de medidas para você proteger seu patrimônio — e, segundo cada um dos passos você pode duplicar ou até mesmo triplicar seus ganhos nos próximos anos.

O que você deve fazer?

Bem, tenho dedicado minha pesquisa somente a isso nos últimos meses. Encontrei um número surpreendente de coisas simples e rentáveis a isso que acredito que você possa fazer imediatamente.

PASSO #1: APLIQUE PARTE DE SEUS INVESTIMENTOS PARA ALÉM DO ALCANCE DO GOVERNO BRASILEIRO (isso é perfeitamente legal, e mais simples do que você imagina)

Eu sei que você provavelmente ainda não acredita quando diz que o Governo brasileiro adotará uma série de medidas para salvar a si mesmo, coisas inimagináveis mais pouco prováveis.

Nesta peça, vou fazer uma contextualização do modelo e precisamos de um novo modelo para diversificar em outras moedas. Identifico precisamente de um novo modelo para diversificar em outras moedas. Identifico estratégias rentáveis de identificar especificamente estratégias rentáveis de especificamente em dólar.

Será um prazer dar-lhe acesso a esse conteúdo. Também gostaria de enviar-lhe informações muito relevantes sobre...

PASSO#2: COMO SE PROTEGER DA INFLAÇÃO?

Estou falando aqui de comprar o que você pode pode ter como proteção contra a inflação. Inflação é isso: é algo que interessa ao trabalhador e ao investidor. É com ele que cresce e câmbio e ações.

Você pode estar protegido da esperada escalada da inflação. Dediquei tudo o que eu sei sobre isso para montar um relatório com as ótimas aplicações para a inflação. No documento "O problema da inflação", denuncio soluções para a questão da inflação e aponto os melhores investimentos para ganhar da inflação por dragão.

Eu também gostaria de dar-lhe acesso a esse valioso conteúdo.

PASSO#3: CUIDADO COM AÇÕES DE ESTATAIS (E COM O SEU FGTS)

Ações de empresas estatais são tradicionalmente complicadas. Isso porque, em várias situações, a ação é usada como instrumento para fazer política social. A prática contraria o interesse dos acionistas, interessados em ver a maximização de valor para a firma e não para o setor público.

Como essas coisas, por vezes, entram em conflito, comprar estatais é geralmente um pouco mais desafiador.

Mas o que vem acontecendo com a Petrobras é gritante. O atual Governo simplesmente destruiu a Petrobras, impedindo reajustes de preços para frear a inflação e forçando pesados investimentos para explorar o pré-sal.

Depois porque milhares de brasileiros possuem ações da companhia, ainda pior, através de seu FGTS.

A poupança de milhares de brasileiros foi castigada por uma prática nefasta e anti-mercado.

Entendo que esse seja o melhor conteúdo já produzido sobre Petrobras em toda a história. E como somente isso não é suficiente, o relatório traz a única ação de empresa estatal em que vale a pena investir.

PASSO#4: APRENDA O SEGREDO DOS 100%

Se você gostaria de ter a oportunidade de fazer muito dinheiro durante a próxima crise, uma forma certa é aprender as armadilhas de uma estratégia de investimento muito pouco comum. Essa fórmula tem produzido uma verdadeira fortuna para alguns investidores.

A Empiricus já tem recomendado essa estratégia de maneira muito bem sucedida a alguns de seus principais clientes, todos amplamente satisfeitos.

E veja: não estamos falando de ações aqui. Você não precisa de uma única ação sequer para embarcar nessa estratégia. Também não há risco ha nenhum risco de comprar posições "short" (vendidas) de ações.

A estratégia é simples e direta ao ponto. A forma mais simples e direta é uma maneira de se extrair renda do mercado com um perfil seguro, com ganhos que podem chegar a 100%.

PASSO#5: CERTIFIQUE-SE DE QUE VOCÊ É O ATIVO QUE PODERÁ SALVAR VOCÊ E SUA FAMÍLIA (não há exatamente o quanto ruin a situação poderá ficar)

Não há exatamente o quanto ruim a situação poderá ficar.

A respeito disso, o famoso multibilionário Barton Biggs certa vez escreveu: "ele protege tanto sua riqueza quanto sua família."

Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, quando milhares de famílias perderam a totalidade do seu patrimônio para a inflação pela atuação do Governo, esse foi um dos poucos ativos que preservaram a riqueza.

Grandes investidores desta área, alguns deles clássicos, alguns bem-estar. Nos EUA, eram clássicos como Bill Gates, Sam Walton (do Wal-Mart), Charles Schwab, a família Ford, entre outros. No Brasil, temos exemplos também como Antônio Ermírio de Moraes, Lício Paraíso-Lopes, Mário Célico-Lopes, Blairo Maggi.

Como já mencionei, você pode facilmente entrar para essa classe. Há uma gama de ações bastante barata e defensiva que podem te ajudar.

Há várias formas de se fazer isso. Eu escrevi um relatório completo sobre isso. O título: "O ataque ao seu meio de vida sendo desperdiçado."

Também quero que você tenha acesso a conteúdo muito raro que está disponível somente por meio da assinatura da série Grande Depressão Riqueza. Em 12 parcelas de R$ 19,90. Pagando à vista, sai por R$ 191,04.

Por que tão barato?

Em termos de preços, desenhamos um preço que você simplesmente experimente nosso trabalho.

Além disso, quero que o conteúdo seja acessível a milhões de pessoas, de modo a potencializar seu poder econômico. Estou convicto de que, em conjunto, os leitores que incorporem essas idéias de investimento estimulam outros milhões.

Em outras palavras, co começa este negócio, ajudamos cidadãos brasileiros, pessoas-comuns e trabalhadores honestos, sempre ajudamos a proteger e a ganhar bastante dinheiro.

Não estou nesse trabalho por acidente. Tenho convicção plena de que essa série será uma das melhores decisões financeiras que você tomará em toda a sua vida.

Para começar, simplesmente clique no link abaixo, você vai ter a uma página para confirmar sua assinatura. Sua ordem será processada imediatamente e, logo, você terá acesso a todo esse meu trabalho na mesma hora.

Um forte abraço,

Felipe Miranda

Sócio-fundador da Empiricus Research

Julho de 2014

Elemento Visual

Bloco de atendimento ao cliente da Empiricus com número de [contato removido], acompanhado de ilustração de atendente

Empiricus Research · 2014

Função: reduz atrito de fechamento. Apresenta canais de contato direto para dúvidas sobre a assinatura, tornando o processo de compra menos intimidador para o leitor ainda indeciso.

Elemento Visual

Bloco de aviso legal intitulado Informações Importantes, descrevendo a natureza informativa dos conteúdos da Empiricus e isentando a empresa de responsabilidade por decisões de investimento dos leitores

Empiricus Research · 2014

Função: cumpre exigência regulatória de disclaimer para publicações de análise de investimentos. Protege legalmente a empresa enquanto fecha a peça.

comissões, corretagens ou emolumentos sobre montantes eventualmente aplicados. A Empiricus zela pelo direito de privacidade dos seus leitores.

A Empiricus foi fundada em 2009 com um objetivo: levar conteúdos financeiros independentes e de qualidade para a pessoa física.

Hoje, nossa equipe conta com mais de 200 colaboradores.

Afinal, somos uma empresa de pessoas e produzir conteúdo relevante para a sua vida financeira não é tarefa fácil.

Mas a Empiricus não é apenas a sua equipe, somos os mais de 180 mil assinantes das publicações.

Para conhecer algumas dessas histórias, acesse https://www.empiricus.com.br/depoimentos

A Empiricus apoia

Uma empresa associada à Agora Companies

Empiricus

Copyright 2009 - 2019

(ligação local)

Após a leitura

Continue o estudo

Os números por trás dessa página de vendas, peças da mesma linhagem para você comparar, e o que outros membros do clube anotaram durante a leitura.

Números da copy
em estudo
Membros estudaram
2023
Ano da peça
A confirmar
R$ em vendas estimadas
60
Min de leitura
Comentários da comunidade

Nenhum comentário ainda. Esta copy acabou de entrar no swipe file e os comentários da comunidade vão aparecer aqui assim que os primeiros membros terminarem o estudo.

Anotar como